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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Outono (Poema escrito em 2004, no meu 8ºano..)

Encontrei perdido por entre folhas antigas e decidi postar, só pela graça.

O Outono brilha com cores:
O castanho, o vermelho, o amarelo!
Atraí paixões e amores,
Torna o ano mais belo.

Sem o Outono,
O ano era diferente...
Já nao havia uma suave transicção
Entre o Inverno e o Verão.

O frio arranca o calor ao Mundo.
"O calor nao pode ser eterno!"
Diz o glorioso Inverno.

O Outono impede discussões
Entre o Inverno e o Verão
Faz com calma as transformações,
Sem que o Verão se aperceba.
Faz as folhas secas escorregar pelo ar,
Até tocarem no chão
E ali ficarem até alguém as retirar.

O Outono é o melhor amigo da Primavera,
Ambos impedem que o Inverno e o Verão
Se peguem ao chapadão!
Se nao houvesse Outono e Primavera,
Já viram a confusão que era?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Citação

Diz-se que nao há efeito sem causa nem causa sem efeito, parecendo portanto que as relações entre uma coisa e outra deverão ser em cada momento, não só patentes, mas compreensíveis em todos os seus aspectos, quer consequentes quer subconsequentes.


José Saramago, Caim

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O reavivar deste blog (talvez?)

Tornou-se difícil, com o decorrer da minha vida, vir aqui largar floreados de escrita, talvez porque perdi o encanto pelas palavras que sempre senti, talvez porque perdi o toque de Midas de qualquer amante da escrita de transformar as palavras em melodias de sensação... Não sei. Sei que tentei vezes infinitas escrevinhar qualquer pedaço de pensamento que me pudesse surgir neste espaço e de todas essas vezes dei por mim de mãos poisadas sobre o teclado e de olhos presos neste espaço branco, que deixei sempre tão vazio quanto ficava o meu pensamento. As palavras que eu tinha como calores no peito e orgasmos mentais vieram-se a transformar em meros conjuntos de letras, que soltas são nada mais que sons monossilábicos. O processo de deixar fluir o ritmo da minha escrita automática, que era pura e simplesmente o meu pensar viajado desde o cérebro até à ponta dos dedos, a passar pelo coração só para trocar de avião, tornou-se impossível. A viagem foi afectada por uma série de más condições climatéricas que a tornaram inconcebível. Contudo, aqui estou eu hoje. Pela primeira vez em largos meses, pondo aqui os meus pensamentos tal como me passam pela ideia. Pensando bem, é algo até bastante tresloucado transformar o que pensamos em escrita. Assemelha-se um pouco a ter uma conversa connosco mesmos, atitude que raramente é tomada como sã. Gostava de entender que se passou, pelo caminho do viver, para perder a escrita. Ou, pelo menos, a capacidade de a criar. Deve ter sido apenas mais um muro que encontrei no meio do caminho e que demorei a descobrir como ultrapassar. Mas creio ter ultrapassado. Será? Significará isto que voltei a ganhar sentido? Que, aos poucos, vou conseguir ver novamente beleza e valor nas palavras? Ou apenas que me conformei com o facto de significarem o que as pessoas quiserem que signifique? Quiçá acabei por aceitar que são o que são, letras ordenadas logicamente e de acordo com a nossa língua, que para mim são gritos, calafrios, gargalhadas, arrepios, e para outrém são meras letras ordenadas logicamente e de acordo com a nossa língua. Enfim, desconheço o que terá acontecido, mas reconheço que por breves momentos voltei a sentir o escrever. Embora não tão cornucópico quanto o sentia ser, ainda está cá, gritando baixinho. Ouvi-o agora, por breves, breves momentos. Será que o vou ouvir de novo?

sábado, 3 de outubro de 2009

Deolinda . Lisboa não é a cidade perfeita



‘Inda bem que o tempo passou
e o amor que acabou não saiu.
‘Inda bem que há um fado qualquer
que diz tudo o que a vida não diz.
Ainda bem que Lisboa não é
a cidade perfeita p’ra nós.
Ainda bem que há um beco qualquer
que dá eco a quem nunca tem voz.
‘Inda agora vi a louca sozinha a cantar,
do alto daquela janela.
Há noites em que a saudade me deixa a pensar:
Um dia juntar-me a ela.
Um dia cantar…
como ela.

‘Inda bem que eu nunca fui capaz
de encontrar a viela a seguir.
‘Inda bem que o Tejo é lilás
e os peixes não param de rir.
Ainda bem que o teu corpo não quer
embarcar na tormenta do réu.
Ainda bem se o destino quiser
esta trágica historia, sou eu.
‘Inda agora vi a louca sozinha a cantar,
do alto daquela janela.
Há noites em que a saudade me deixa a pensar:
Um dia juntar-me a ela.
Um dia cantar…
como ela.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"Votar ou não votar, eis a questão." II

Uma prova óbvia de certas afirmações que fiz no meu post anterior, foi a percentagem de abstenção das eleições legislativas que se realizaram. Pode-se dizer, assim muito de fininho, que esta foi cerca de 39,4%, o que faz a abstenção a vencedora destas eleições. Era giro ver o pessoal a viver num país anárquico. Se calhar, não iam descartar assim tanto o direito ao voto.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Votar ou não votar, eis a questão."

Acho uma piada descomunal ao pessoal que rejeita por completo o seu direito ao voto. Oiço muitos afirmar que não ligam nada a essas coisas, que não aceitam inserir um assunto tão aborrecido como a política nas suas vidas, que acham que todos os políticos são uns imbecis, entre tantas outras justificações (que, a meu ver, são absurdas), que fico a pensar que realmente a maioria dos portugueses é muito pouco dada a pensar no futuro do país. Não parecem ter noção de que a política afecta, quer queiram quer não, não só o nosso dia-a-dia, como o dia-a-dia de todos os cidadãos nacionais, o que lhe confere uma elevada importância. A abstenção, na minha óptica de cidadã recém recenseada, mostra simplesmente o quão pouco interessados os portugueses são no que toca aos assuntos verdadeiramente marcantes. Prova apenas o quão conformista o povo português consegue ser. É uma verdade que as escolas também não ajudam no incentivo a usufruir do direito de voto, dado que antigamente existiam disciplinas somente com o propósito de explicar aos alunos como funcionam as eleições, a ideia geral do que é um partido, entre muitos outros tópicos que elucidavam a juventude portuguesa em relação à política, e que essas disciplinas estão hoje obsoletas, mas os portugueses deviam, de qualquer das formas, procurar informar-se e até incluir como um hábito nas suas vidas o mínimo conhecimento político, de modo a criar uma capacidade, mesmo que ínfima, de saber como escolher no que votar e no que acreditar. Não me venham dizer que a informação sobre este assunto e sobre os partidos principais das eleições que se aproximam é pouca e de difícil acesso, porque isso é desculpa de preguiçoso. Não custa assim tanto investigar e a maior parte até acaba por ganhar um certo gosto à coisa. Depois disto há três opções muito simples, sendo que uma delas considero completamente inaceitável: 1) Votar no partido no qual acreditamos; 2) Votar branco ou nulo, mostrando desagrado mas interesse; 3) contribuir para a percentagem de abstinência e mostrar que preferiu ficar em casa a ver os filmes infantis da TVI no dia das eleições (ora aqui está a opção completamente inaceitável). Não vejo qualquer dificuldade em demorar 30 minutos para ir fazer uma coisa tão simples como preencher um papelinho. Se não querem informar-se acerca do assunto, pelo menos votem branco ou nulo e finjam que se interessam mas que estão desagradados, ou qualquer coisa que se pareça, mas não mostrem com tanta clareza a vossa falta de aproveitamento da vossa cidadania. Isto tudo para dizer, só e apenas, que discordo com totalidade das pessoas que seguem esse modo de pensar profundamente conformista e que, no próximo Domingo, estarei preparada para dar o meu contributo na evolução do país. Talvez um dia haja mais jovens (como eu e uns poucos que conheço) que dêem algum valor ao direito ao voto. É, na verdade, uns dos poucos direitos que ainda temos e que pode mudar o amanhã.

domingo, 23 de agosto de 2009

Demais! II

Se não tiveres nada
e te derem o Universo,
achas que por acaso
preferirás ter o inverso?

domingo, 19 de julho de 2009

Momentâneo.

Nunca um momento devia fazer de nós alguém diferente do que somos. Nunca um momento devia ser suficiente para julgar uma pessoa. Nunca um momento deveria ser suficiente. As opiniões criam-se com a investigação. É contra o natural opinar acerca de um assunto sobre o qual nada sabemos, e isso deveria ser aplicável no dia-a-dia, com as pessoas que nos rodeiam. Eu sou o que poucos conhecem, o que muitos adorariam se conhecessem e o que muitos detestariam se conhecessem. Mas sou o que poucos conhecem, e não deixarei que um momento mude o que eles pensam conhecer ou dê a conhecer a outros algo que não é real. O conhecer não pode ser momentâneo.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Relações alimentares

Não pude deixar de apontar este fantástico pensamento que ocupou a minha cabeça durante alguns minutos. Os alimentos têm fantásticas relações amorosas e algumas deviam ser salientadas perante a sociedade alimentar. Não queremos que os alimentos desconheçam o que se passa dentro do desenvolvimento da sua espécie e na casa do vizinho do lado, certo? Dei por mim a constatar que existe uma relação fortíssima e impregnada de sensualidade entre o excepcional do ovo estrelado acabadinho de ser desflorado pela frigideira e o inimaginavelmente gostoso pão fresco. É verdade! Aquele misto de frescura do pãozinho com o creme quente (para mim tem, obrigatoriamente, que ser semi salgado e semi apimentado) torna esta relação um bem necessário para os nossos dias. Após pensar no quão VIP esta relação amorosa deve ser dentro da comunidade alimentícia, comecei a tentar recordar-me de mais umas quantas combinações que devem pisar os tapetes vermelhos da Hollywood do mundo da paparoca. Veio-me logo roçar a ideia a bela da banana e o fresco do queijinho flamengo. A banana por si só já emana um glamour de proporções colossais, devido à sua textura suave e sabor característico e meio adocicado, mas o contraste entre esta donzela serena e o robusto do lavrador que é o queijo flamengo, vem a transformar esta relação num puro must. Contudo, toda a gente adora saber fofocas acerca dos casais que parecem perfeitos à primeira vista por se complementarem totalmente. Assim sendo, o melão e o presunto são constantes alvos de pepinos, maçãs, rabanetes, alfaces e nabos de câmara fotográfica em punho, envoltos na ansiedade de descobrir um podre neste casal. No entanto, duvido que exista tal coisa. O melão é um fruto fresco, leve, ensopado e doce. Este é perfeito para qualquer dia de calor. No entanto, veio a encontrar a sua cara metade na perna curada ou salgadinha do Babe. O teor elástico, salgado e gorduroso do presunto encaixa na perfeição com o melão. Uma prova viva de que os opostos se atraem, sem dúvida. Mas estamos a falar de Hollywood! Não pode nunca faltar um escândalo e por isso é necessária uma referência à combinação pão-marmelada-manteiga, que é também um algo indispensável no dia-a-dia de um trabalhador. Tanto a marmelada como a manteiga eram profundas apaixonadas pelo pão, embora por vezes dessem umas voltas com a bolacha. Um dia, a manteiga e a marmelada encontraram-se numa mesa e deram por si a notar no quanto os seus sabores podiam agradar ao paladar humano quando juntos num único pão, e como qualquer homem, o belo do pão não recusou uma ménage. Assim se formou um casal polémico que chocou inúmeras ameixas. São infinitas as combinações que existem no universo alimentar. Algumas são desprezadas pelo seu grau de horribilidade, como o queijo fresco-mel-nozes, que na minha opinião é capaz de despertar o vómito só de imaginar a doçura excessiva e terrível que deve ser. Outra coisa que é de abominar no mundo da Hollywood alimentícia são as transformações às quais certos frutos de submetem. Maçãs Reinetas, por favor não se assem. Bananas, por amor de Deus não se fritem. Uvas, por respeito à Virgem, não se sequem. Até poderia continuar, mas começa a existir uma sensação de certo asco dentro de mim, só de imaginar o quanto estas beldades se arruinam... Será que o Michael não lhes serviu de exemplo?! Mas paremos por aqui. Este é um assunto que ainda tem muito a falar, mas infelizmente já sofri demasiados sentimentos desde que comecei a escrever este post e por isso vou dar descanso ao meu coração, que tanto sofre de tristeza ou felicidade ao pensar nestas relações.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Demais!

Quando temos o que queremos, queremos o que não temos. Queremos demais. Queremos o aqui, o ali ao fundo e o além ao longe. Queremos o nada, o qualquer coisa e o tudo. Quando temos o que queremos, arranjamos qualquer coisa para querer. Queremos demais.

Se temos o Mundo,
Queremos o Universo.
Se tivermos tudo...
Quereremos o inverso?


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Que caraças, chiça, mas que raio

Há dias em que só me apetece resmungar. Hoje, quando acordei, tinham-me os cobertores fugido dos pés e, por esse motivo, só me apetece bofetear, pontapear e, quiçá, insultar quem se meta à minha frente. Já muitas pessoas foram vítimas disso! Para impedir traumatizar alguém com o meu mau feitio num futuro próximo, decidi que vou meter-me na cama enquanto ainda existe luz do Sol a bravar os céus e deixar a má disposição na mão do meu subconsciente que, se Deus quiser (e espero por tudo e mais qualquer coisinha que queira), saberá como o enviar para os braços do Belzebu. É que não só estou com uma quantia generosa de irritação em mim (sem qualquer motivo aparente), como também sinto alguma tristeza à mistura, que torna tudo ainda mais frustrante. À parte de tudo isto, ainda tenho a sensação de que estou num dia à Bridget Jones. Sou gorda, feia, pouco engraçada, parva e burra! Ou vá, mais ou menos.

Para concluir só queria deixar aqui um belo "F*da-se, car*lho, que grande m*rda".

terça-feira, 14 de abril de 2009

Mutações e mudanças.

Está tudo a tornar-se diferente. As pessoas estão a mudar e a mudar as amizades com elas. Não consigo ter palavras subjectivas para descrever o quanto tudo está em mutação. Amizades de anos de experiências, discussões, pazes, momentos e crescimento estão, de repente, a tornarem-se em pó. Pessoas que amavam a vida, sorriam a cada segundo, brincavam com o nada e o tudo estão, de repente, a aperceberem-se do quão pouco amável o mundo pode ser. Em meses, apenas, viram-se as pessoas como eram verdadeiramente. Todas elas. Conheci mais de muita gente nesses meses, que conheci delas em anos. É preciso ver as pessoas em situações que as possam magoar, para conhecer as suas personalidades e formas de agir. A realidade abateu-se sobre todo um conjunto de amizades e feriu muitas pessoas com o impacto. Tudo está em mutação. Em meu redor vejo egoísmo, intriga, traição, desconfiança e raiva, e não sou capaz de entender como tão pouco consegue criar tanta maldade. A realidade deixou-se mostrar por instantes.

domingo, 22 de março de 2009

É preciso e urgentemente

É preciso um bocado de calma neste mundo... Anda tudo stressado demais. Só não tem uma vida feliz quem não quer ter, pois tudo passa pela forma como encaramos o dia a dia. Acalmem-se, pessoas! Bebam um cházinho relaxante, rebentem uma broca, façam o que quiserem... Mas acalmem-se =|

segunda-feira, 16 de março de 2009

Serra de Sintra

Antes de mais nada, só quero informar que esta é a minha 50ª postagem! Só faltam mais imensas para ter muitas.

Dia de puro contacto com a Natureza e comigo mesma, confesso que só encontro na Serra de Sintra. A subida a corta-mato até ao Castelo é algo cansativo, divertido, fantástico e libertador. Adoro por demais caminhar entre as árvores e subir íngremes caminhos pelo meio da floresta, sempre acompanhada por um corte ocasional num braço ou numa perna derivado de um mau movimento. A satisfação de chegar ao Castelo e sentar naquelas pedras imponentes e gigantes em todo o seu ser talvez não chegue ao tamanho que chegaria se trepasse o Evereste, mas para mim é o que basta. Ver Sintra e arredores como se fossem um mundo de brincar é uma sensação de poder e liberdade como nunca antes senti. É de facto uma tarde passada com muita aventura e energia! A subida lá faz as pernocas gemer um bocadinho, mas a estadia no topo da Serra e a descida da mesma por caminhos desconhecidos e um algo perigosos compensam toda a dor sentida enquanto se sobe. E assim passei eu uma boa tarde com uma boa companhia e cheguei a casa com uma dor nos músculos que sabe bem demais por ter a origem que teve e com o estomâgo feliz por ter recebido o belo do Travesseiro da Piriquita.

sábado, 7 de março de 2009

Break!

Acho que vou dar um descanso a este meu blog, que eu já nem ando a escrever nada de interessante e/ou artístico.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Drama

Ai, ai... A adolescência... Vivemo-la como se representássemos numa peça, sempre exagerados em todos os sentimentos. Puxamos a voz do fundo do pulmão, erguemos o braço e despejamos a nossa fala, ora infantilmente, ora de forma adulta. Farta, a adolescência. Fartam os dramas e exageros, as tempestades em copos de água, as birras e as discussões com bases idiotas. Admito que sou uma adolescente. Sou adolescente em mais do que sou adulta. Mas farta. Estou farta já. Apetece-me saltar os últimos anos desta etapa e começar a viver com os pés na terra. A ver o que é importante e o que não é, o que fale a pena discutir por e o que não vale. Farta, a adolescência. Enfim...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Filtros

Os nossos olhos usam filtros. Filtros que captam a realidade como ela é e a mudam a nosso favor. Quando somos crianças, esses filtros modificam a maioria das coisas que vemos. Tornam tudo bonito, cor-de-rosa e com textura semelhante à do algodão doce. À medida que vamos crescendo, o filtro vai perdendo a sua força e vamos começando a ver tudo como é. Entretanto, vivemos mentiras, vemos coisas onde não existem, acreditamos em palavras que têm de tudo menos honestidade e sentimos uma certa despreocupação no que toca aos assuntos do mundo que nos rodeia. Porque o filtro nos protege dessas maleitas. Ele tenta impedir o nosso coração de ser partido muito cedo. Contudo, ele falha eventualmente. Acabamos por ser alvos de mentiras, ilusões e, principalmente, de notícias devastadoras sobre o planeta, que embora na maioria das vezes não nos afectem directamente, nos faz ementender o tipo de espécie animal somos. Chegando a certa idade, começamos a desenvolver uma cerca desconfiança nas palavras dos outros e uma certa dificuldade em criar expectativas, com medo que sejam simples miragens. Começamos a ficar amargurados com atitudes e situações que vemos pelo mundo fora, como guerras, fome, poluição... O filtro perde a sua espessura e efectividade. Vemos a realidade. Sentimos a realidade. Sofremos com a realidade.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Inóspitos recantos

Pouco a pouco, por vagos caminhos vou conduzindo as minhas ideias e os meus sentimentos. De terra batida, alcatrão ou pedra, todos esses caminhos são um aglomerado de incertezas, cujo próprio destino é, igualmente, uma incerteza. Não tenho um caminho seguro pelo qual optar. Todos eles têm à minha espera uma dúvida que tanto poderei ser eu a colocar, quanto outra pessoa. E eu terei que responder, seja como for. Terei que responder a mim mesma ou a outrém, mas terei que responder. As questões não se podem deixar sem resposta. Quando isso acontece, é o primeiro passo para viver uma vida de e se's. Para optar por um caminho, terei que experimentá-los a todos. Não preciso de chegar ao destino, posso apenas viajar por momentos nessa rota e decidir se o que ela traz consigo é mais ou menos benéfico para mim que o caminho que experimentei anteriormente. Depois é uma questão de escolha. De decisão. Se algum dos caminhos for o ideal para mim, não será difícil decidir. Tenho que arriscar. E arriscarei! Vendo bem... Que seria a vida sem risco?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Querer.

Quero, quero e não quero. Mesmo que quissesse, não quererias. Quero, não quero ou quero mais ou menos. Se não queres então é melhor que por aqui fiquemos. Quero, quero, mas não quero. Tu queres mas não queres. Quereremos os dois, ou não quererá nenhum? Cá p'ra mim não vamos a lado algum. Se ambos quisermos à lua chegamos. Queremos, queremos, mas não queremos. Como querer ou não querer é a questão, por aqui ficamos. Querer, querer, não querer. Queres, quero, mas não queremos. Vamos ambos querer, ou não quereremos querer os dois? Eu acho que quero. E tu?