Dizem muito aquelas coisas muito bonitas do "O que não nos mata, faz-nos mais fortes"... Para mim, sempre será muito mais plausível a lei do "O que não nos mata, engorda-nos". Nem que seja engordar o cérebro de chatices.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Querer.
Quero, quero e não quero. Mesmo que quissesse, não quererias. Quero, não quero ou quero mais ou menos. Se não queres então é melhor que por aqui fiquemos. Quero, quero, mas não quero. Tu queres mas não queres. Quereremos os dois, ou não quererá nenhum? Cá p'ra mim não vamos a lado algum. Se ambos quisermos à lua chegamos. Queremos, queremos, mas não queremos. Como querer ou não querer é a questão, por aqui ficamos. Querer, querer, não querer. Queres, quero, mas não queremos. Vamos ambos querer, ou não quereremos querer os dois? Eu acho que quero. E tu?
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Constatação
Só para que conste, 2+2 não são 4. Infelizmente somos compostos por equações de 3ºgrau e não por somas e subtracções simples. Só para que conste!
domingo, 28 de dezembro de 2008
Por vezes...
...há coisas para dizer e por vezes não. Por vezes é fácil tentar colocar palavras em sentimentos e por vezes não. Por vezes torna-se descomplicado espremer as ideias no teclado e por vezes não. Por vezes é quase satisfatório tentar explicar o que vai na mente e por vezes não. Por vezes sinto-me bem a divagar sobre a vida e por vezes não. Por vezes apetece-me sentir a escrita e por vezes não. Por vezes sinto necessidade de aliviar os tormentos pelas letras e por vezes não. Por vezes não, agora não.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Por respeito...
...a ti, ao que foste e ao que serás:
"Ouvi Senhor a minha oração, escutai o meu clamor, não fiqueis insensível às minhas lágrimas."
Que Deus te guarde no Céu, como nós te guardamos no coração.
E agora, por palavras ausentes de crenças religiosas, me despeço:
No dia em que a vida de ti fugiu, no céu se acumularam nuvens carregadas de tristeza. Choraram, choraram e choraram, como se quisessem que fosse uma incerteza, a tua ausência e partida. No dia seguinte o céu abriu, o azul voltou a ser azul e não cinzento. Foi inundado por um mar de luz, um dilúvio! Um dia que de felicidade estava isento, se transformou numa certa calma e alívio. Foste, mas foste porque merecias. A vida a ti, já nada te trazia além de sentimentos senis. Não preciso de um Deus, ou de um messias, para sentir que foste feliz. Porque como a vida te fugiu, a vida voltarás a sentir. Seja numa flor, num insecto ou numa raiz! Do planeta Terra não poderás nunca partir. Antes de cá estarmos, já cá estávamos, depois de cá estarmos, cá continuaremos. Navegando à deriva neste barco sem remos, à deriva, à deriva, neste barco que é a vida. Embora pelo som já não te oiça, na memória serás sempre ouvida. Não existes num corpo humano, existirás noutro algo. Seja na terra, seja na cinza, seja no meu pensamento. Saudades serão sentidas e as tuas palavras nunca serão esquecidas. Um beijinho, uma lágrima e um sorriso, minha segunda Mãe.
"Ouvi Senhor a minha oração, escutai o meu clamor, não fiqueis insensível às minhas lágrimas."
Que Deus te guarde no Céu, como nós te guardamos no coração.
E agora, por palavras ausentes de crenças religiosas, me despeço:
No dia em que a vida de ti fugiu, no céu se acumularam nuvens carregadas de tristeza. Choraram, choraram e choraram, como se quisessem que fosse uma incerteza, a tua ausência e partida. No dia seguinte o céu abriu, o azul voltou a ser azul e não cinzento. Foi inundado por um mar de luz, um dilúvio! Um dia que de felicidade estava isento, se transformou numa certa calma e alívio. Foste, mas foste porque merecias. A vida a ti, já nada te trazia além de sentimentos senis. Não preciso de um Deus, ou de um messias, para sentir que foste feliz. Porque como a vida te fugiu, a vida voltarás a sentir. Seja numa flor, num insecto ou numa raiz! Do planeta Terra não poderás nunca partir. Antes de cá estarmos, já cá estávamos, depois de cá estarmos, cá continuaremos. Navegando à deriva neste barco sem remos, à deriva, à deriva, neste barco que é a vida. Embora pelo som já não te oiça, na memória serás sempre ouvida. Não existes num corpo humano, existirás noutro algo. Seja na terra, seja na cinza, seja no meu pensamento. Saudades serão sentidas e as tuas palavras nunca serão esquecidas. Um beijinho, uma lágrima e um sorriso, minha segunda Mãe.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Anarquia
Perfeita enquanto teoria, a Anarquia é um pensamento humanista que visa a paz mundial sem a existência de um Estado ou potência superior. É humanista pois defende a inata capacidade de organização do ser humano, ou seja, crê veemente que os humanos seriam capazes de manter uma sociedade pacífica e ausente de hierarquias (impostas) e desigualdades, com base na educação que estes receberiam (educação esta que viria apenas a despertar a já standard ideia de igualdade no ser humano), afirmando que é o próprio Estado que inibe esta ideia incutida pela Natureza no Homo Sapiens. Conta com o apoio mútuo dos seres humanos para que esta teoria possa passar à prática, acreditando que com o ensino correcto todos os seres humanos poderiam acentuar esta noção de igualdade e não-hierarquização obrigatória. A Anarquia defende a abolição do Capitalismo e do Estado enquanto detentores do poder máximo. Culpa os mesmos de serem responsáveis da maioria da violência de maior escala e de toda a desigualdade social que existe nos dias de hoje. É também contra a toda religião, dado que, tal como o Estado e embora de maneiras diferentes, esta traga consigo a existência de um ser superior.
Simplificando ainda mais, o pensamento anarquista aumenta apenas o poder do ser humano enquanto um todo, não havendo seres humanos mais poderosos que outros. É um pensamento anti-coerção (a coerção, como sabem, é o acto de induzir ou de conduzir alguém a fazer algo). Ao contrário do que geralmente se diz, a Anarquia não é contra a existência de leis ou de quem pune o seu incumprimento, esta apenas promove a liberdade, tendo na ideia que para esta ser verdadeiramente atingida é necessário despedaçar todos estes órgãos máximos que controlam o mundo e os pensamentos de quem nele habita. Espero que a minha noção básica de Anarquia esteja correcta.
É bastante difícil explicar o pensamento anarquista. Tem várias áreas e perspectivas a abranger, tornando-se complicado falar de todas elas. Passei algum tempo a ler sobre este assunto e a tentar criar algumas ideias e opiniões sobre o mesmo. Devo confessar que é uma ideia extremamente bem elaborada e desenvolvida, mas é também impossível em termos práticos. A Anarquia procura despultar características do ser humano que, na minha opinião, nunca existiram no código genético do mesmo. Que eu saiba, a nossa espécie nunca viveu em período algum sem uma hierarquia. Durante todo o nosso desenvolvimento, precisámos de um chefe. Precisámos de um "pai de família". A maneira como as nossas formas de Governo foram evoluindo é verdadeiramente espantosa, e o ser humano não é, de todo, capaz de viver sem um ser superior. Em tempos de incerteza e revolta, o ser humano voltou-se para o divino (o que prova que não nos é possível viver sem um "guia"). Tenho como exemplo, a época posterior à queda do Império Romano, em que o povo se agarrou firmemente à ideia do Cristianismo. Isto só para mostrar como parece impossível que o pensamento anti-coerção exista na prática, o que vem a deitar abaixo o mais fundamental argumento anarquista. É uma verdade que somos vítimas do Estado, é uma verdade que vivemos sob as ordens e comandos do mesmo, é uma verdade que vivemos dependentes do Capitalismo, mas nenhum destes órgãos é maléfico. Na verdade, são das mais brilhantes invenções do ser humano. O problema não é o Estado em si, o problema são os seus constituintes (que são, como é óbvio, seres humanos). Se a nossa espécie não fosse egoísta, gananciosa e invejosa por Natureza, o Sistema funcionaria perfeitamente. O que me leva a pensar que abolir o Estado não ia dar em nada, a menos que o ser humano sofresse uma mudança radicalíssima. Quanto ao facto de serem a favor de hierarquias apenas quando estas acontecem naturalmente... O ser humano iria sempre criar hierarquias pelas razões já apresentadas e os ocupantes do topo dessas hierarquias acabariam sempre por querer mais e mais poder. Está no ser humano desejar mais. A ideia utópica do anarquismo é totalmente impossível no mundo de hoje. Talvez um dia a nossa espécie se desenvolva até esse ponto mas, por enquanto, seremos escravos com muitos benefícios.
É bastante difícil explicar o pensamento anarquista. Tem várias áreas e perspectivas a abranger, tornando-se complicado falar de todas elas. Passei algum tempo a ler sobre este assunto e a tentar criar algumas ideias e opiniões sobre o mesmo. Devo confessar que é uma ideia extremamente bem elaborada e desenvolvida, mas é também impossível em termos práticos. A Anarquia procura despultar características do ser humano que, na minha opinião, nunca existiram no código genético do mesmo. Que eu saiba, a nossa espécie nunca viveu em período algum sem uma hierarquia. Durante todo o nosso desenvolvimento, precisámos de um chefe. Precisámos de um "pai de família". A maneira como as nossas formas de Governo foram evoluindo é verdadeiramente espantosa, e o ser humano não é, de todo, capaz de viver sem um ser superior. Em tempos de incerteza e revolta, o ser humano voltou-se para o divino (o que prova que não nos é possível viver sem um "guia"). Tenho como exemplo, a época posterior à queda do Império Romano, em que o povo se agarrou firmemente à ideia do Cristianismo. Isto só para mostrar como parece impossível que o pensamento anti-coerção exista na prática, o que vem a deitar abaixo o mais fundamental argumento anarquista. É uma verdade que somos vítimas do Estado, é uma verdade que vivemos sob as ordens e comandos do mesmo, é uma verdade que vivemos dependentes do Capitalismo, mas nenhum destes órgãos é maléfico. Na verdade, são das mais brilhantes invenções do ser humano. O problema não é o Estado em si, o problema são os seus constituintes (que são, como é óbvio, seres humanos). Se a nossa espécie não fosse egoísta, gananciosa e invejosa por Natureza, o Sistema funcionaria perfeitamente. O que me leva a pensar que abolir o Estado não ia dar em nada, a menos que o ser humano sofresse uma mudança radicalíssima. Quanto ao facto de serem a favor de hierarquias apenas quando estas acontecem naturalmente... O ser humano iria sempre criar hierarquias pelas razões já apresentadas e os ocupantes do topo dessas hierarquias acabariam sempre por querer mais e mais poder. Está no ser humano desejar mais. A ideia utópica do anarquismo é totalmente impossível no mundo de hoje. Talvez um dia a nossa espécie se desenvolva até esse ponto mas, por enquanto, seremos escravos com muitos benefícios.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Exigências.
Exigimos demasiado. Exigimos demasiado de nós mesmos, dos outros e da vida em si. Exigimos mil e trezentas coisas para podermos dizer que somos felizes, e outras tantas para nos sentirmos felizes. Somos seres exigentes. Não temos noção de que a vida que hoje vivemos e a forma como a vivemos pode desaparecer de um segundo para o outro. Enquanto um pássaro bate as asas, um cavalo dá um passo galopante, um pica-pau pica a madeira, podemos perder tudo. Tomamos a vida como garantida, exigindo mais, mais e mais. Falta-nos sempre qualquer coisa. O que temos, por muito bom que seja, nunca é suficiente. Queremos mais, precisamos de mais, desejamos mais, exigimos mais. Exigimos tanto que nunca vemos que nada nos pode fazer mais felizes do que a vida em si. Do que a oportunidade de viver. Não temos ideia de que somos um em milhões que poderiam ter sido. Ganhámos a corrida. Ganhámos a oportunidade. Vivemos. Conseguimos a oportunidade de experienciar a vida. No entanto, exigimos como se isso não fosse nem perto de suficiente. Tomamos essa oportunidade como garantida. Há-que lembrar e lembrá-lo bem: à mesma velocidade que a recebemos, também nos pode ser tirada.
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