domingo, 18 de janeiro de 2009

Sem título II

Caio uma vez, caio duas mas não três. Já decorei onde está o buraco. Da próxima vez, passo ao lado!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Filtros

Os nossos olhos usam filtros. Filtros que captam a realidade como ela é e a mudam a nosso favor. Quando somos crianças, esses filtros modificam a maioria das coisas que vemos. Tornam tudo bonito, cor-de-rosa e com textura semelhante à do algodão doce. À medida que vamos crescendo, o filtro vai perdendo a sua força e vamos começando a ver tudo como é. Entretanto, vivemos mentiras, vemos coisas onde não existem, acreditamos em palavras que têm de tudo menos honestidade e sentimos uma certa despreocupação no que toca aos assuntos do mundo que nos rodeia. Porque o filtro nos protege dessas maleitas. Ele tenta impedir o nosso coração de ser partido muito cedo. Contudo, ele falha eventualmente. Acabamos por ser alvos de mentiras, ilusões e, principalmente, de notícias devastadoras sobre o planeta, que embora na maioria das vezes não nos afectem directamente, nos faz ementender o tipo de espécie animal somos. Chegando a certa idade, começamos a desenvolver uma cerca desconfiança nas palavras dos outros e uma certa dificuldade em criar expectativas, com medo que sejam simples miragens. Começamos a ficar amargurados com atitudes e situações que vemos pelo mundo fora, como guerras, fome, poluição... O filtro perde a sua espessura e efectividade. Vemos a realidade. Sentimos a realidade. Sofremos com a realidade.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Inóspitos recantos

Pouco a pouco, por vagos caminhos vou conduzindo as minhas ideias e os meus sentimentos. De terra batida, alcatrão ou pedra, todos esses caminhos são um aglomerado de incertezas, cujo próprio destino é, igualmente, uma incerteza. Não tenho um caminho seguro pelo qual optar. Todos eles têm à minha espera uma dúvida que tanto poderei ser eu a colocar, quanto outra pessoa. E eu terei que responder, seja como for. Terei que responder a mim mesma ou a outrém, mas terei que responder. As questões não se podem deixar sem resposta. Quando isso acontece, é o primeiro passo para viver uma vida de e se's. Para optar por um caminho, terei que experimentá-los a todos. Não preciso de chegar ao destino, posso apenas viajar por momentos nessa rota e decidir se o que ela traz consigo é mais ou menos benéfico para mim que o caminho que experimentei anteriormente. Depois é uma questão de escolha. De decisão. Se algum dos caminhos for o ideal para mim, não será difícil decidir. Tenho que arriscar. E arriscarei! Vendo bem... Que seria a vida sem risco?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ramallah . Act Of Faith




In the dark I can't remember your face
but I can feel them snakes behind my eyes.
You'd probably pick up all of your shit and split
if you had any idea what's in my mind.

Oh, I need a favor, hon'.
I need a mercy done.
I guess I'm counting on your light.
I know I ain't what you thought
but with your help and pity HA!
we can make it alright.

Reach up with all of your light
make an act of faith and tear out my eyes.

Reach up with all of your faith
take your mouth off my dick and tear out my eyes.

Can you trust anybody? And do you know for sure?
Do you trust anybody in a world where no one is pure?
Can you trust anybody? And do you dare be sure?
Can you trust anyone? Anything?
Or are you fucking with your eyes shut?

6 de Outubro de 2008

Amo-te como amigo e como amante. Amo-te como se amam certas coisas que dizemos amar, mas não sabemos ao certo. Sabemos, no entanto, que são as únicas coisas que somos capazes de dizer que amamos. As únicas coisas nesta infindável biblioteca de objectos, momentos, sons, paladares, entre tantas outras, à qual chamamos vida. Até ao presente momento, foste tu o primeiro algo que fui capaz de, ainda que com medo e alguma incerteza, dizer que amo. Dizer que sinto amor. Esse sentimento que tanto e tão pouco se sente no coração da alma, que tão óbvio e tão discreto aparenta ser, consoante o momento, o estado de espírito, a forma de pensar. Pensar, eu penso e tu sabe-lo. Penso porque é uma actividade que nos massaja a personalidade, aquela única coisa que ainda nos distingue uns dos outros. Penso porque a pensar, eu sinto. Porque uma coisa está ligada à outra. O coração da alma ao coração do cérebro, o coração do cérebro ao coração do peito. Os únicos corações que preciso para sobreviver. Sinto que posso dizer que te amo, apenas porque acho que nenhum deles conseguiria viver sem ti. Porque preciso deles para ser eu, para ser vida. Porque preciso de ti. Da tua amizade, da tua paixão, do teu corpo, da tua personalidade. Foi a pensar que cheguei a tal conclusão. Foi o coração da alma que disse ao coração do cérebro. E agora aqui estou dizendo, ainda que com medo e alguma incerteza, que sinto amor por ti. Que amo. Que te amo. Não sintas em ti uma obrigação de responder, não o quero. Quero apenas que sejas tu e que saibas como me sinto.

Sem título I

Dizem muito aquelas coisas muito bonitas do "O que não nos mata, faz-nos mais fortes"... Para mim, sempre será muito mais plausível a lei do "O que não nos mata, engorda-nos". Nem que seja engordar o cérebro de chatices.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Querer.

Quero, quero e não quero. Mesmo que quissesse, não quererias. Quero, não quero ou quero mais ou menos. Se não queres então é melhor que por aqui fiquemos. Quero, quero, mas não quero. Tu queres mas não queres. Quereremos os dois, ou não quererá nenhum? Cá p'ra mim não vamos a lado algum. Se ambos quisermos à lua chegamos. Queremos, queremos, mas não queremos. Como querer ou não querer é a questão, por aqui ficamos. Querer, querer, não querer. Queres, quero, mas não queremos. Vamos ambos querer, ou não quereremos querer os dois? Eu acho que quero. E tu?